Os 6 indícios de que uma sociedade empresarial está entrando em crise

Mann mit Burnout über Akten gebeugt am Schreibtisch im Büro

Atualmente, boa parte das organizações vive um grande dilema no que diz respeito a sua estratégia: Problemas que começam no comando da empresa e refletem em toda a organização. Muitas empresas entram em crise e até mesmo fecham por fatores que não envolvem a crise e muito menos a concorrência: O grande vilão da história é o acordo societário (este pode envolver duas ou mais pessoas).

As organizações perdem horas discutindo estratégias de crescimento ou até mesmo abertura de novos mercados e esquecem de discutir questões elementares para um bom convívio societário. Este tipo de problema é como o câncer em um indivíduo: Ele vai matando lentamente e apresentando sintomas diversos. Porque as empresas não param para discutir este tipo de pendência? A resposta é simples: Porque aparentemente isso não é prioridade.

Neste artigo, serão elencados os principais sintomas de que uma empresa pode estar à beira de uma crise no que diz respeito ao âmbito societário da mesma:

1) Uma empresa que quer se referência só permite um protagonista

a. Sintoma: Todas as grandes corporações mundiais sempre tiveram na figura do seu fundador ou Presidente a imagem projetada da empresa. Como pensar em um comercial ou campanha da Apple sem Steve Jobs? Como pensar na Microsoft realizando uma campanha sem que Bill Gates fosse a figura emblemática? Voltando para o território nacional, como imaginar uma divulgação da consultoria Brasileira INDG sem que Vicente Falconi fosse citado?

b. Solução: Esses exemplos reforçam que grandes empresas precisam ter UMA identidade, se a identidade visual da empresa está sendo dividida ou há indícios de buscas por essa divisão, é preciso rever qual será a verdadeira imagem da empresa. Sugere-se alinhar quem representa melhor a instituição e a partir daí criar estratégias de reforçar essa imagem.

2) Intervenção familiar nas diretrizes estratégicas

a. Sintoma: Costumo dizer nas palestras que ministro que “o problema não é o seu sócio e sim a mulher do seu sócio”. Respeitando a brincadeira em partes, é importante ressaltar que as regras de acesso de familiares na empresa deve ser rígida e uma vez que foi definida deve ser seguida a risca. O grande sintoma é quando os sócios começam a “cavar” a entrada de parentes na empresa.

b. Solução: É sempre recomendável separar família, gestão e propriedade. Se uma estrutura societária já é difícil administrar, imagine uma estrutura societária alinhada com problemas familiares.

3) Os sócios não se edificam

a. Sintoma: Quando um ou mais sócios não edificam o trabalho do outro é um grave sintoma de que a sociedade está passando por problemas. Alguns exemplos clássicos de que um sócio não está sendo edificado:

i. Quando os sócios não reconhecem as qualificações uns dos outros;
ii. Quando os sócios não ressaltam as grandes realizações uns dos outros (um exemplo simples são as mídias sociais: Se um dos sócios da empresa divulga algo que reforce um grande feito dele enquanto pessoa física, é quase que obrigação dos demais sócios aplaudirem, compartilharem e ressaltarem a magnitude de tal feito);
iii. Quando os sócios acham que os trabalhos que os demais sócios realizam são “fáceis” e qualquer um executa.

b. Solução: Se os sócios não se edificarem, como o cliente irá edificar? É importante entender que uma empresa é o conjunto do sucesso das partes que a compõe. Quanto mais sucesso estas pessoas obtiverem, maiores serão os voos da empresa.

4) Funções não definidas

a. Sintoma: Os sócios acabam confundindo suas próprias funções dentro da organização e acabam invadindo o espaço do outros. Isso provoca problemas de comunicação, stress e muitas vezes discussões que culminam em problemas externos com clientes.

b. Solução: Definir em contrato a área de atuação de cada um ou simplesmente criar um perfil funcional que defina a abrangência de cada executivo.

5) Falta de alinhamento de objetivos

a. Sintoma: Os sócios não sabem o que é valor para o outro e acabam criando conflitos internos em função disso. Valor não é para ser discutido, pois cada um tem o seu e muitas vezes não entendemos o que é valor para o nosso próximo. Se o valor de um sócio e ter uma sexta feira livre porque ele mesmo gosta de lavar o carro para poder usá-lo no fim de semana, não cabe aos demais sócios questionarem e sim respeitarem essa peculiaridade tão simples.

b. Solução: Conversas informais, bate-papos em um bar ou restaurante e até mesmo jantar entre famílias. É necessário conhecer a intimidade do seu sócio para entender o que é valor para ele, de forma que a motivação de todos sempre esteja em alta.

6) Entender que sócio não é funcionário

a. Sintoma: Quando um sócio, cobra do outro, atitude características de CLT, como por exemplo: Horário, carga horaria e instrumentos de prestação de contas. Nem toda entidade jurídica vive de cumprir horários e atribuições, muitas vivem de entregar resultados. O mais importante deve ser sempre resultados concretos. Funcionário funciona de segunda a sexta, enquanto sócio vive o negócio 24 horas. Sócio precisa tomar decisões rápidas e dar atenção a tudo que envolve a empresa.

b. Solução: Definir em um acordo de sócios todas as peculiaridades que envolvem férias, lua de mel, responsabilidades e prestações de conta.

Em linhas gerais, problemas societários, são simples de resolver, contudo como são deixados de lado acabam tornando-se grandes entraves para o crescimento da empresa. É necessário atitude e pró-atividade para corrigir tais erros de forma eficaz e impedir o desliza da empresa

Fonte: Administradores.com.br 

 

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