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A importância de um orçamento pessoal eficaz

Neste artigo, serão apresentados alguns princípios básicos para uma boa administração financeira e nos próximos serão detalhados nos próximos artigos. O momento financeiro do país é muito propicio ao endividamento pessoal, tendo em vista a grande concessão de crédito e a facilidade para realizar empréstimos, aquisições ou negociação de dívidas.

Com o cenário atual em vista, a necessidade de administrar bem o capital e a implantação de um orçamento pessoal torna-se imprescindível para ter uma vida economicamente saudável e poder planejar de forma sustentável os investimentos futuros e/ou aposentadoria.

Um acontecimento muito comum nas empresas de uma forma geral é o funcionário reclamar que recebe pouco e que está insatisfeito com o salário. A experiência prática mostra que na verdade é possível elevar a motivação e a satisfação do indivíduo mantendo os mesmos rendimentos e fazendo-o administrar melhor tais recursos de forma a cobrir seus gastos e sobrar para possíveis investimentos.

A base para um bom orçamento pessoal passa pelo entendimento de alguns conceitos básicos da administração financeira:

a) Receita: Representa toda e qualquer entrada de capital, que pode ter várias origens. É importante ressaltar que qualquer entrada, por mais simples que seja, precisa ser controlada. O senso comum é de que apenas o salário deve ser alvo de um planejamento financeiro. Contudo, devem ser acompanhados demais itens, tais como:

a. Salário;
b. 13° Salário;
c. Férias;
d. Rentabilidade (investimentos);
e. Empréstimos tomados;
f. Rendas Extras e diversas.

b) Despesas: Representa todos os desembolsos financeiros executados durante o período. São importantes que sejam controlados todos estes itens, mesmo os que aparentemente tenham menor representatividade. As despesas têm diversas origens, por isso, é recomendável para melhor controle separá-las por tipo de gasto, tais como:

a. Habitação (Aluguel, prestação da casa, IPTU, Água, Luz, Gás, Telefone, Condomínio, Internet, Supermercado, Doméstica, Manutenção, TV por Assinatura, entre outros);
b. Saúde (Plano de saúde, Dentista, Remédio, entre outros);
c. Transporte (Trêm, ônibus, Metro, Taxi, entre outros);
d. Veículo (Prestação, combustível, manutenção, seguro, limpeza, IPVA, reparos, multas, entre outros);
e. Pessoais (Higiene, Roupas, Cabeleireiro, Lavanderia, Academia, Cursos, Salão de Beleza, entre outros);
f. Hobby (Restaurante, Bar, Boate, Livros, Locadora, Assinatura de Revistas, Viagens, entre outros);
g. Dependentes (Escola, Mesada, Cursos, Material Escolar, Faculdade, Saúde, Medicamentos, Passeios/Férias, Roupas, entre outros).

c) Investimento: Para que existam investimentos, é necessário que ocorra uma sobra de caixa ou até mesmo que se tenha herdado algum patrimônio. Considerando a primeira opção, o indivíduo pode decidir entre os vários tipos de investimentos disponíveis no mercado, sempre considerando a importante análise de risco e retorno.

d) Faturamento X Recebimento: Esta análise é muito importante para controlar o fluxo de dinheiro no mês, torna-se necessário separar estes itens. Faturado é o momento em que a receita foi gerada (independente se foi recebida ou não). Exemplo: Você fechou um contrato para uma obra de 40mil e receberá 4 parcelas de 10mil. O faturamento é de 40mil, contudo o recebimento é de 10mil, pois os demais serão pagos no próximo mês. Para controle de orçamento pessoal, é sempre importante você controlar pelo recebimento e nunca pelo pagamento. Em uma segunda etapa, em que se estiver criando um orçamento futuro, aí sim convém considerar o faturamento.

e) Despesas Fixas X Despesas Variáveis: São dois tipos de controles bem diferentes. No dia-a-dia é muito mais difícil reduzir despesas fixas, porque envolvem atividades rotineiras (exemplo: Assinatura de TV a Cabo, internet, etc). Estas despesas somente são reduzidas em possíveis crises ou cortes de custos em função de alguma limitação. As despesas variáveis, normalmente, envolvem custos mais fáceis de reduzir e/ou controlar e envolvem atividades que variam de acordo com a intensidade com que são exercidas (exemplo: viagens, cabeleireiro, restaurante, etc).

Este é o primeiro passo para uma boa administração financeira: Entender a composição das entradas e saídas de caixa e assim poder segmentar os custos e as receitas para assim exercer um controle eficiente. O controle dos custos pode ser realizado através da análise das despesas fixas (mais rotineiras) ou variáveis (mais esporádicas).

O diagnóstico da situação atual é um princípio básico para melhorar a gestão financeira. É impossível criar um planejamento de futuro, sem saber exatamente qual a situação atual. O diagnóstico deve contemplar toda a analise da situação atual para iniciar o planejamento da situação desejada.

 

Fonte: Administradores.com.br

Mann mit Burnout über Akten gebeugt am Schreibtisch im Büro

Os 6 indícios de que uma sociedade empresarial está entrando em crise

Atualmente, boa parte das organizações vive um grande dilema no que diz respeito a sua estratégia: Problemas que começam no comando da empresa e refletem em toda a organização. Muitas empresas entram em crise e até mesmo fecham por fatores que não envolvem a crise e muito menos a concorrência: O grande vilão da história é o acordo societário (este pode envolver duas ou mais pessoas).

As organizações perdem horas discutindo estratégias de crescimento ou até mesmo abertura de novos mercados e esquecem de discutir questões elementares para um bom convívio societário. Este tipo de problema é como o câncer em um indivíduo: Ele vai matando lentamente e apresentando sintomas diversos. Porque as empresas não param para discutir este tipo de pendência? A resposta é simples: Porque aparentemente isso não é prioridade.

Neste artigo, serão elencados os principais sintomas de que uma empresa pode estar à beira de uma crise no que diz respeito ao âmbito societário da mesma:

1) Uma empresa que quer se referência só permite um protagonista

a. Sintoma: Todas as grandes corporações mundiais sempre tiveram na figura do seu fundador ou Presidente a imagem projetada da empresa. Como pensar em um comercial ou campanha da Apple sem Steve Jobs? Como pensar na Microsoft realizando uma campanha sem que Bill Gates fosse a figura emblemática? Voltando para o território nacional, como imaginar uma divulgação da consultoria Brasileira INDG sem que Vicente Falconi fosse citado?

b. Solução: Esses exemplos reforçam que grandes empresas precisam ter UMA identidade, se a identidade visual da empresa está sendo dividida ou há indícios de buscas por essa divisão, é preciso rever qual será a verdadeira imagem da empresa. Sugere-se alinhar quem representa melhor a instituição e a partir daí criar estratégias de reforçar essa imagem.

2) Intervenção familiar nas diretrizes estratégicas

a. Sintoma: Costumo dizer nas palestras que ministro que “o problema não é o seu sócio e sim a mulher do seu sócio”. Respeitando a brincadeira em partes, é importante ressaltar que as regras de acesso de familiares na empresa deve ser rígida e uma vez que foi definida deve ser seguida a risca. O grande sintoma é quando os sócios começam a “cavar” a entrada de parentes na empresa.

b. Solução: É sempre recomendável separar família, gestão e propriedade. Se uma estrutura societária já é difícil administrar, imagine uma estrutura societária alinhada com problemas familiares.

3) Os sócios não se edificam

a. Sintoma: Quando um ou mais sócios não edificam o trabalho do outro é um grave sintoma de que a sociedade está passando por problemas. Alguns exemplos clássicos de que um sócio não está sendo edificado:

i. Quando os sócios não reconhecem as qualificações uns dos outros;
ii. Quando os sócios não ressaltam as grandes realizações uns dos outros (um exemplo simples são as mídias sociais: Se um dos sócios da empresa divulga algo que reforce um grande feito dele enquanto pessoa física, é quase que obrigação dos demais sócios aplaudirem, compartilharem e ressaltarem a magnitude de tal feito);
iii. Quando os sócios acham que os trabalhos que os demais sócios realizam são “fáceis” e qualquer um executa.

b. Solução: Se os sócios não se edificarem, como o cliente irá edificar? É importante entender que uma empresa é o conjunto do sucesso das partes que a compõe. Quanto mais sucesso estas pessoas obtiverem, maiores serão os voos da empresa.

4) Funções não definidas

a. Sintoma: Os sócios acabam confundindo suas próprias funções dentro da organização e acabam invadindo o espaço do outros. Isso provoca problemas de comunicação, stress e muitas vezes discussões que culminam em problemas externos com clientes.

b. Solução: Definir em contrato a área de atuação de cada um ou simplesmente criar um perfil funcional que defina a abrangência de cada executivo.

5) Falta de alinhamento de objetivos

a. Sintoma: Os sócios não sabem o que é valor para o outro e acabam criando conflitos internos em função disso. Valor não é para ser discutido, pois cada um tem o seu e muitas vezes não entendemos o que é valor para o nosso próximo. Se o valor de um sócio e ter uma sexta feira livre porque ele mesmo gosta de lavar o carro para poder usá-lo no fim de semana, não cabe aos demais sócios questionarem e sim respeitarem essa peculiaridade tão simples.

b. Solução: Conversas informais, bate-papos em um bar ou restaurante e até mesmo jantar entre famílias. É necessário conhecer a intimidade do seu sócio para entender o que é valor para ele, de forma que a motivação de todos sempre esteja em alta.

6) Entender que sócio não é funcionário

a. Sintoma: Quando um sócio, cobra do outro, atitude características de CLT, como por exemplo: Horário, carga horaria e instrumentos de prestação de contas. Nem toda entidade jurídica vive de cumprir horários e atribuições, muitas vivem de entregar resultados. O mais importante deve ser sempre resultados concretos. Funcionário funciona de segunda a sexta, enquanto sócio vive o negócio 24 horas. Sócio precisa tomar decisões rápidas e dar atenção a tudo que envolve a empresa.

b. Solução: Definir em um acordo de sócios todas as peculiaridades que envolvem férias, lua de mel, responsabilidades e prestações de conta.

Em linhas gerais, problemas societários, são simples de resolver, contudo como são deixados de lado acabam tornando-se grandes entraves para o crescimento da empresa. É necessário atitude e pró-atividade para corrigir tais erros de forma eficaz e impedir o desliza da empresa

Fonte: Administradores.com.br 

 

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Produção enxuta

Trata-se de um tema de grande relevância no cenário de mercado atual e cabe a nós, administradores, o entendimento desse conceito para ganharmos vantagem competitiva.

A origem da produção enxuta está ligada ao sistema de produção da empresa Toyota. Esse conceito surgiu no Japão depois da segunda guerra mundial.

A indústria japonesa neste contexto sofria com baixa produtividade na sua linha de fábrica e o ponto de partida para a melhoria era maximizar a eficiência na produção e diminuir o índice de desperdício.

A aplicabilidade inicial do conceito foi voltada predominantemente para a área de produção, não sendo de grande valia no ramo de serviço.

A criação e o desenvolvimento desse termo ocorreram tendo como base conceitual três pessoas:

  1. Toyoda Sakichi
  2. Toyoda Kiichiro
  3. Taiichi Ohno

Ao surgir no Japão, o conceito de produção enxuta foi concebido em meio a uma séria de dificuldades que a Toyota encontrava no mercado japonês. Um dos problemas era o altíssimo preço da gasolina e as mais diversas necessidades que os consumidor possuíam. A empresa deveria fabricar desde carros populares até caminhões de grande porte.

A mão-de-obra no Japão a essa altura já não era tão simples de ser conseguida e administrada, além do país estar com uma tecnologia muito precária, se comparada aos grandes centros tecnológicos.

O governo japonês teve grande contribuição nesse processo, já que criou barreiras alfandegárias que impediam o alto investimento externo e acaba por valorizar a produção interna.

Sob esse plano de fundo surgiu o tão disseminado conceito de produção enxuta que perdura até os dias de hoje.